Desabafo
Amanhã volta-se à rotina! Às idas ao ginásio, à procura de um trabalho sério e a sério, aos mimos ao Feijó e à mãe! E vou matar todas as saudades, aquelas do tamanho do Mundo, que tenho do meu namorado…
Vendi tempo por dinheiro, mas nem sei se o saldo foi positivo… É sempre bom ver a conta-poupança crescer, mas à custa de quê? Sempre fui muito adepta do equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal e nesta semana estive num buraco, praticamente desligada de tudo e todos! Há buracos bons, como quando vamos de férias, em que perdemos rotinas, perdemos eventos, não estamos com amigos, mas ganhamos algo melhor! Este foi um buraco mau, em que senti que sugaram uma semana da minha vida! Efeito apenas minimizado pelo Facebook 🙂 Benditas redes sociais 😀
Chegar a casa à 1h da manha a casa, quando se saiu pelas 10h, é viver para o trabalho e quando esse é um trabalho que não apreciamos e não sentimos como nosso, como fica o nosso espírito? Eu sei que devia agradecer a todos os santinhos por ter conseguido algo nesta época de crise, apesar de ser por pouco tempo e eu não gostar… Blá blá blá Mas este é o meu desabafo!
Eu gosto de falar com pessoas, quem me conhece pessoalmente sabe que não estou a mentir! Mas ao fim de 7 dias a falar estou rouca, cansada, estoirada… E isso é muito frustrante! Mas houve coisas boas. Reencontrei a Diana, minha colega nos tempos do ISCTE. Percebi que os comboios da CP são uma excelente forma de chegar mais rápido ao Parque das Nações. Mas sei também que há que relativizar, custou, não fiz cenas que queria muito , mas daqui a dois meses provavelmente já não me lembrarei do assunto. Essencialmente porque tristezas não pagam dívidas e mais vale olhar pá frente que o caminho faz-se caminhado.
O melhor de tudo é que quando fazemos algo que detestamos, percebemos que se calhar até vale a pena perder o medo e arriscar numa “cena” que gostávamos muito de fazer mesmo que para isso não fôssemos pagos!!!